(sem título)

Subi as escadas, levando na consciência que aquilo que estava a fazer não era correcto. Parei. Era ainda tempo de desistir, mas não consegui. Aqueles olhares tinham tanta força, que era impssível enfrentá-los.
Fechei os olhos. Voltei a abri-los. Fechei-os novamente e vi a imagem de uma criança apoderar-se da minha mente. Essa criança estava feliz, abraçada a um homem que a fazia sentir-se protegida.
Respirei fundo, abri os olhos e comecei a correr tão rápido que tudo à minha volta parecia ser mais fraco do que eu.
Vi um homem à minha frente e parei diante dele.
Esse homem fixou o olhar em mim e limpou as lágrimas que escorriam pela minha face.
Abraçou-me, e da sua boca apenas sairam estas doces palavras: Adoro-te filho.
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Texto de Emanuel Vitório

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