(sem título)

Chego a casa e, ao abrir a porta, já não sei se me deparo com a entrada ou com a saída de um lugar que, no momento, já nem sei qual é.
O silêncio invade-me e eu, imóvel, sinto o expressar do vazio no meu ser.
O presente lar doce lar marcado na minha lista telefónica foi-se tornando lembrança, uma memória passada, escrita num diário. Diariamente foi desaparecendo um pouquinho de nós. Esse nós que já nem sei ao certo a quem inclui, se me inclui a mim.
Chego a casa, abro a porta e, na ausência de um olá, saio novamente e fecho a porta atrás.
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Texto de Nayara Reiter

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