(sem título)
Mas que sejam muito maiores os indícios da minha presença nos locais onde, vazios das minhas pegadas, não andei por preferir voar.
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Texto de Nayara Reiter, inserido no seu Projecto Individual de Leitura
Mas que sejam muito maiores os indícios da minha presença nos locais onde, vazios das minhas pegadas, não andei por preferir voar.
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Texto de Nayara Reiter, inserido no seu Projecto Individual de Leitura
O texto não acaba na última linha.
Um projeto literário de Antónia Mancha
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A criança, embora atravesse uma «lôbrega jornada» e espaços ameaçadores, sente-se segura porque é transportada ao colo da mãe. Esta imagem simboliza a confiança do sujeito poético na proteção divina: depois de renunciar às ilusões e às formas transitórias do Ideal e da Paixão, entrega-se a Deus e encontra a paz. A renúncia não representa, assim, uma submissão imposta, mas um desprendimento consciente que liberta o coração da inquietação. A liberdade interior manifesta-se na serenidade final, sugerida por «coração liberto» e pela repetição de «Dorme».
A Razão continua a ser indispensável para distinguir factos de opiniões, avaliar argumentos, reconhecer a manipulação e resistir aos preconceitos. Ao orientar escolhas conscientes e o diálogo, pode sustentar a defesa da justiça e da liberdade, mesmo perante informações contraditórias ou discursos extremados. No soneto, Antero de Quental associa expressamente a Razão à luta coletiva pela emancipação: «Por ti, na arena trágica, as nações / Buscam a liberdade entre clarões». A referência mostra que a Razão não é apenas uma capacidade individual, mas também uma força ética e transformadora da sociedade.
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