Fim, Mário de Sá Carneiro

A propósito do trabalho do Eduardo para o P.I.L., que se atreveu com o "Fim", de Mario de Sá-Carneiro (1890-1916), deixo-vos aqui a versão musicada do poema, da autoria dos Trovante.
Sejam pacientes, e ouçam a canção inteira, mais do que uma vez, se possível. Vale a pena.


Fim

Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!

Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa,
E eu quero por força ir de burro!

Mário de Sá Carneiro







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