Enquanto registavam os apontamentos nos respectivos cadernos, que entusiasta e atentamente copiavam do quadro, o A. apontou uma falha que eu cometera e disse logo:
- A pressora pôs a frase, mas não pôs exemplo atrás.
Aflita, apressei-me a corrigir tão grave descuido, e quando digo que me apressei, quero dizer que escrevi Ex.: com uma rapidez tal, que, avaliar pela expressão de pasmo dos moços, em momento algum consegui atingir tal destreza e celeridade. É claro que isto valeu logo um ah colectivo, tendo o W. aventado um Pressora, faça lá outra vez!, embrulhado num largo sorriso manhoso. Eu cá não me desmanchei e disse:
- Sabes, W., quando se é, assim, artista, nunca nada é igual ao que já foi... - e sorri-lhe, com um ar de descarada vaidade.
Foi então que o W., com o mesmo ar, me calou:
- Eu sei, pressora, está sempre a acontecer-me.
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