recomeço
sobre o silêncio que amordaçava o meu grito,
a noite, anseio desconhecido, acendeu
a vibração da minha voz interrompida.
agora, seio-o,
ganhei-me ao intervalo do requinte.
O texto não acaba na última linha.
Um projeto literário de Antónia Mancha
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A criança, embora atravesse uma «lôbrega jornada» e espaços ameaçadores, sente-se segura porque é transportada ao colo da mãe. Esta imagem simboliza a confiança do sujeito poético na proteção divina: depois de renunciar às ilusões e às formas transitórias do Ideal e da Paixão, entrega-se a Deus e encontra a paz. A renúncia não representa, assim, uma submissão imposta, mas um desprendimento consciente que liberta o coração da inquietação. A liberdade interior manifesta-se na serenidade final, sugerida por «coração liberto» e pela repetição de «Dorme».
A Razão continua a ser indispensável para distinguir factos de opiniões, avaliar argumentos, reconhecer a manipulação e resistir aos preconceitos. Ao orientar escolhas conscientes e o diálogo, pode sustentar a defesa da justiça e da liberdade, mesmo perante informações contraditórias ou discursos extremados. No soneto, Antero de Quental associa expressamente a Razão à luta coletiva pela emancipação: «Por ti, na arena trágica, as nações / Buscam a liberdade entre clarões». A referência mostra que a Razão não é apenas uma capacidade individual, mas também uma força ética e transformadora da sociedade.
gosto do novo rosto. boas novas e bom gosto.
ResponderEliminar"...nesse silêncio sou sorriso fundido de chuva
ResponderEliminarque não sabe aonde cai..."
(Rui Luís)
Solta o grito, sim
solta-o
vibra
depois prende-o no silêncio
e ganha-te de novo
H.V.