De quando damos conta de que falhou tudo o que fizemos para conseguirmos um amor
Obrigada, Goldmundo.
O texto não acaba na última linha.
Um projeto literário de Antónia Mancha
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A criança, embora atravesse uma «lôbrega jornada» e espaços ameaçadores, sente-se segura porque é transportada ao colo da mãe. Esta imagem simboliza a confiança do sujeito poético na proteção divina: depois de renunciar às ilusões e às formas transitórias do Ideal e da Paixão, entrega-se a Deus e encontra a paz. A renúncia não representa, assim, uma submissão imposta, mas um desprendimento consciente que liberta o coração da inquietação. A liberdade interior manifesta-se na serenidade final, sugerida por «coração liberto» e pela repetição de «Dorme».
A Razão continua a ser indispensável para distinguir factos de opiniões, avaliar argumentos, reconhecer a manipulação e resistir aos preconceitos. Ao orientar escolhas conscientes e o diálogo, pode sustentar a defesa da justiça e da liberdade, mesmo perante informações contraditórias ou discursos extremados. No soneto, Antero de Quental associa expressamente a Razão à luta coletiva pela emancipação: «Por ti, na arena trágica, as nações / Buscam a liberdade entre clarões». A referência mostra que a Razão não é apenas uma capacidade individual, mas também uma força ética e transformadora da sociedade.
excelente texto.obrigada por o teres trazido para aqui, de modo a partilhá-lo connosco.
ResponderEliminarabraço
excelente texto.... palavras serão sempre mais do que palavras.... escrever não é simplesmente junta-las..... e sim saber juntá-las
ResponderEliminarwww.valterfigueira.blogspot.com
um abraço
Por isso dói. E tanto, naquelas noites que mais custam a passar.
ResponderEliminar"Espaço sem portas, sem estradas, o do amor.
ResponderEliminarO primeiro desejo dos amantes
é serem velhos amantes.
E começarem assim
o amor pelo fim."
Regina Guimarães
Olá Ana Prado
ResponderEliminarVolto à sedução deste espaço onde cheira a amores perfeitos, na esperança que quebres o silêncio e te deleites nos jardins do Portugalmaresias.
que espaço tão belo
onde a flor do Prado rejubila
doce paz de jardim em cujo zelo
a brisa corre fresca o ar sibila
quem entra respira suave aroma
sentindo nas palavras nostalgia
se homem se embrenha na luz policroma
se mulher se envolve em poesia
qual mito de harmonia singela
assim a terra arde no fogo da mudança
em gestação prolifera a doce bela
na água cristalina onde a alma dança
quando tento sem êxito ser o sorriso
dentro dos olhos que iluminam rutilantes
a alma de uma mulher de douto siso
fico suspenso nos seus sons vibrantes
se eu fosse poeta escreveria
sobre os teus cabelos dourados
odes murmuradas de infinita alegria
em versos de diamanteslapidados
ah se eu tivesse a ousadia
de ser aquele cujo dom encanta
subir ao ponto mais alto da tua rebeldia
e aceder à alma de pureza tanta
Um beijinho de amizade e admiração poética
joão raimundo
De quando nos damos conta de que nada fizemos para merecermos um amor:
ResponderEliminarPerdi-me na inexistência
dum espelho
que me devolvesse
uma ténue miragem
de quem sou.
Morri ilha...
H.V.