sem título

Tento dar sentido ao sem sentido que esta vida é. A esperança de encontrar esse sentido, tão desejado por tantos e por nenhum alcançado, é cada vez menor, escorrendo-me por estas mãos gretadas de tanto batalhar contra o inevitável... parece tão perto... parece tão perto...
Procuro em tudo, roçando por vezes a loucura... mas sem ela o que é que seria o homem? Não sei... nada, talvez. Desesperadamente tento dar esse sentido a esta vida que parece contentar tanta gente... trabalhos insignificantes, rotinas gastas de tanto uso... será esta insignificância que me espera? Terei de abolir todo o meu ser, o meu questionar, por vezes desenfreado, do que me rodeia, do que não me rodeia e do que me poderia rodear, para me poder contentar com esta forma tão animalesca de viver?
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Texto de Filipe Duarte, no âmbito do P.I.L.
Imagem: edição de Ana Prado, a partir de foto da net.

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