Infeliz

Desço a rua,
casas pintadas de um branco sujo,
ruas cheias de gente desprocupada...
é isto o que me rodeia.
Reparo, encontro e fixo um olhar vazio,
vazio assustador.
Não sei quem é,
não vejo um rosto,
só uns olhos transparentes...
de uma horripilante transparência...
capto o vislumbre de uma alma perdida.
Desaparece tão velozmente
como a aparição.
Nunca saberei quem és,
só a irremediável infelicidade
que te acompanha e te habita
para todo o sempre.

Texto de Filipe Duarte, no âmbito do P.I.L.
Imagem retirada da Net

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Hino à Razão

Ideal

Na Mão de Deus