Tu foste, nunca voltarás e, no entanto, nunca saíste daqui, deste talvez não considerável coração. Serás eterna em minha vida e enquanto eu viver viverás tu também.
Viverás em meu olhar perdido no profundo pensar do vazio do meu ser. Dentro de mim.
Viverás enquanto existirem as rosas, tuas flores queridas, com quem tu falavas e eu ria. Hoje elas falam-me de ti.
Viverás enquanto o galo insistir em anunciar o teu amanhecer e cheirar a café as manhãs. Fazias o melhor café da cidade!
Viverás enquanto o céu existir e for azul pelo mero reflexo de teus olhos ser. Teus olhos, a imensidão do mar. Uma só alma, tão pura!
Viverás enquanto após a chuva vier o sol e for visível o arco-íris. Suas cores trazem-me as histórias que me contavas… Existia um baú cheio de ouro!
Tu estarás em todas as danças tradicionais, em todos os bolos de aniversário, em todas as decorações em croché, em todas as árvores de natal…
Viverás eternamente. Que seja esta a verdade de tua morte o reconforto de tua saudade.
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Texto de Nayara Reiter, lido no âmbito do Prjecto Individual de Leitura.
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